Pan e Pan; Olimpíadas à parte

O Pan do Rio de Janeiro foi quase 50% mais caro que o mesmo evento que ocorre atualmente em Guadalajara, cidade mexicana. Deve-se ver pontos como tamanho estritamente maior e significativo do Brasil em comparação com os hermanos mexicanos, e um objetivo claro e límpido na organização e sucesso da competição continental: Promover a cidade maravilhosa a ser sede das tais Olimpíadas. Essa, competindo com grandes pontos como Madrid e Tokio, tinha a luva perfeita para mostrar aos membros da organizadora do evento o poder brasileiro de se virar.

O "Jeitinho brasileiro" ficou evidente no atraso de obras, e projetos acabados às vésperas, algo que aos olhos internacionais soa como afronta (!) e símbolo de desorganização. Papo vai, papo vem, a cidade que até hoje canta "Garota de Ipanema" em Copacabana ou na Barra, tornou-se a vencedora para centralizar os olhos da maior competição inter-esportes do mundo. O México, no entanto, só quer guarnecer para eles mesmos, e parte do mundo, que eles tem mais do que grandes sombreros e considerável cultura; mas sim, sua capacidade de convir com eventos de porte memorável. Estão conseguindo.

O fato mesmo é que os gastos menores e organização similar - ou melhor, deixam claro que o brasileiro mais informado, que soube e esteve por dentro das "cédulas valorais" do evento, está estupefato por tamanha organização no México. Mexicanos esses que estão demonstrando que são humanos, mas que com um pouco menos de prioridades, menos um pacote de pretenções e menos fundos monetários forçados e muito expressivos, sabem o que é tomar pra si um acontecimento mundial. Já o Rio, conseguiu seu objetivo, as Olimpíadas, mas os gastos...

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